Presidente da Câmara de Ivinhema admite falta de informações sobre Operação Gutenberg

Celso Miranda Alves, conhecido como Bira, afirmou estar desatualizado sobre a investigação que apura fraudes de R$ 27 milhões na compra de livros e desvios [...]

O presidente da Câmara de Vereadores de Ivinhema, Celso Miranda Alves de Souza, mais conhecido como Bira, reconheceu sua falta de atualização em relação à Operação Gutenberg. Essa operação investiga fraudes que somam R$ 27 milhões, envolvendo a compra de livros e desvios na saúde em diversos municípios de Mato Grosso do Sul.

A investigação apura a suspeita de que um grupo condicionava a liberação de procedimentos médicos, como exames e cirurgias, à aquisição de livros vendidos por eles. Parte do foco da operação está em contratos firmados com a Editora Avante (CNPJ 44.284.055/0001-46), incluindo um acordo com a Prefeitura de Ivinhema, que inicialmente tinha um valor de R$ 586.862,50, mas foi posteriormente aditivado para R$ 874.130,00 em agosto de 2022.

Bira declarou que ainda não recebeu notificações do Ministério Público e expressou sua falta de conhecimento sobre a operação, questionando “operação do quê?”. Ao ser informado sobre a situação, ele mencionou estar sobrecarregado com diversos problemas na Câmara e na vida pessoal, o que o teria impedido de se inteirar sobre o assunto. “Estou desatualizado”, afirmou o presidente.

Além disso, a Prefeitura de Ivinhema foi uma das citadas para que o MPMS solicitasse informações sobre os contratos com a Editora Avante. Quando questionado sobre a possibilidade de investigação do contrato que ultrapassa R$ 900 mil, Bira demonstrou irritação e encerrou a ligação.

Outro município envolvido na operação é Miranda, onde a Casa de Leis enviou um ofício à Prefeitura Municipal pedindo acesso ao contrato sob investigação. O prefeito local negou a troca de livros por liberação de procedimentos de saúde e informou que toda a documentação referente ao contrato já foi encaminhada ao Gaeco, demonstrando disposição para colaborar com as autoridades.

Entre os pontos suspeitos da investigação está o fato de que a empresa em questão foi constituída há menos de um ano. O Gaeco prendeu recentemente Rossana Paroschi Jafar e seus filhos, Olívia e Felipe Paroschi Jafar. Giovanni Paroschi Jafar, um dos foragidos, é sócio da gráfica Bold Tech Ltda. e da Nerd Lab Tecnologia e Comunicação Digital Ltda. Todos os envolvidos estão sob investigação por suspeitas de envolvimento em crimes relacionados ao grupo.

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