Uma reunião de três horas entre representantes da prefeitura de Campo Grande, da Câmara Municipal e da ACP (Associação Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) resultou na promessa do Poder Executivo de enviar uma proposta oficial de reajuste salarial até terça-feira, dia 7. A categoria reivindica o pagamento integral do índice de 5,4%.
Com a expectativa de que a proposta chegue B antes da assembleia geral convocada para o mesmo dia, às 18 horas, os trabalhadores da educação estão preparados para discutir o conteúdo apresentado pela administração municipal. O presidente da ACP, Gilvano Kunzler Bronzoni, alertou que a falta de uma manifestação formal da prefeitura poderá levar a uma paralisação, manifestando que, “Se não chegar a proposta, é greve automática; se chegar, a categoria vai debater”.
O cerne das discussões na mesa de negociação girou em torno do impacto financeiro do reajuste e a origem dos recursos orçamentários que viabilizariam o aumento salarial. A equipe técnica da prefeitura indicou que ainda existem pendências nos cálculos financeiros que justificam a proposta de 5,4%. Enquanto isso, os educadores insistem na necessidade de que o reajuste seja concedido integralmente, com prazos claros de implementação definidos, além de discutir se o pagamento será incluído nas folhas de agosto ou setembro.
O encontro foi marcado por um clima de diálogo tranquilo, sem mobilizações de servidores ou tensões evidentes. A prefeita Adriane Lopes (PP) não compareceu, sendo representada por seus secretários, incluindo Telma Lopes da Casa Civil, Andrea Rocha da Gestão e Administração e Lucas Henrique Bitencourt da Educação, que estiveram acompanhados de técnicos da administração.
Os vereadores que participaram da negociação representando a Comissão de Educação da Câmara Municipal foram os professores Juari (PSDB), Riverton (PP) e Wilson Lands (Avante). Apesar do impasse nas negociações, os representantes da categoria mantêm a esperança de que a situação seja resolvida sem comprometer o calendário escolar.
A expectativa da ACP e de seus membros é que a proposta do Executivo atenda às demandas da categoria, evitando assim a greve e garantindo um ambiente produtivo para o setor educacional em Campo Grande.