Prefeitura de Campo Grande irá revisar contratos de tapa-buracos com empresa sob investigação

A Prefeitura de Campo Grande anunciou a revisão de contratos de serviços de tapa-buracos com a Rial Construtora, alvo da Operação Buraco sem Fim, que [...]
Serviço de tapa-buracos. (Divulgação, PMCG) — Foto: Serviço de tapa-buracos. (Di

Atualmente, conforme informações do Portal da Transparência, existem oito contratos ativos que contemplam obras e serviços. O contrato mais antigo foi firmado em 2022 e abrange cinco contratos voltados aos serviços de tapa-buracos, manutenção de ruas de terra e sinalização, com um investimento total de R$ 42.050.710,63.

A Rial Construtora possui três frentes de trabalho em Campo Grande, totalizando montantes expressivos: R$ 52.157.356,45 para a região do Anhanduizinho, R$ 29.783.245,48 para Imbirussu e R$ 23.630.404,98 na área do Segredo. Somente no ano de 2026, os contratos relacionados a recapeamento de vias somam R$ 19,8 milhões, todos obtidos por meio de licitação.

De acordo com informações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gecoc), a Rial Construtora é acusada de não realizar adequadamente os serviços previstos nos contratos. A investigação aponta que a empresa contava com a colaboração de servidores da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), que foram exonerados pela prefeita Adriane Lopes (PP) após as irregularidades serem reveladas.

A Operação Buraco sem Fim, deflagrada em 12 de maio de 2026 pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), resultou na prisão de sete indivíduos e na realização de dez mandados de busca e apreensão na cidade. A apuração revelou a existência de uma organização criminosa envolvida em fraudes sistemáticas na execução de serviços de tapa-buracos, caracterizadas pela manipulação de medições e pagamentos indevidos.

Durante as investigações, foram identificados pagamentos que não correspondem aos serviços prestados, evidenciando um desvio de recursos públicos e a consequente má qualidade das vias públicas. De 2018 a 2025, a Rial Construtora acumulou contratos e aditivos que totalizam R$ 113.702.491,02.

Em operações de busca, foram apreendidos valores significativos em espécie, totalizando pelo menos R$ 429 mil. No imóvel do ex-secretário de Obras, Rudi Fiorese, foram encontrados R$ 186 mil, enquanto em outra propriedade investigada havia R$ 233 mil.

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