Prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, é Afastado por Suspeitas de Corrupção

Rodrigo Manga, prefeito de Sorocaba, foi afastado do cargo por 180 dias por decisão judicial em meio a investigação de corrupção. [...]
Prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, é Afastado por Suspeitas de Corrupção
Rodrigo Manga, prefeito afastado de Sorocaba.

Operação da Polícia Federal investiga irregularidades em contratos da área da saúde; vice assume o cargo.

Rodrigo Manga, prefeito de Sorocaba, foi afastado do cargo por 180 dias por decisão judicial em meio a investigação de corrupção.

O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), foi afastado do cargo por 180 dias por decisão judicial, durante a segunda fase da Operação Copia e Cola da Polícia Federal. A operação investiga supostas irregularidades e corrupção na área da saúde do município.

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão preventiva. Entre os presos está o empresário Marco Silva Mott, amigo do prefeito, suspeito de ser lobista e de lavar dinheiro em contratos da prefeitura.

O afastamento de Manga, conhecido como “prefeito tiktoker” devido à sua forte presença nas redes sociais, foi determinado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região. A medida cautelar tem como objetivo evitar que o prefeito interfira nas investigações, obstruindo a coleta de provas ou dando continuidade a possíveis infrações.

Repercussão e Próximos Passos

O vice-prefeito Fernando Martins da Costa Neto (PSD) assumiu o cargo interinamente, garantindo a continuidade dos serviços públicos. A Câmara Municipal de Sorocaba poderá abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para aprofundar as investigações sobre as denúncias na área da saúde.

O vereador Raul Marcelo (PSOL) expressou a importância do afastamento para facilitar a abertura da CPI e o trabalho dos órgãos de controle. A primeira fase da Operação Copia e Cola ocorreu em abril, identificando novas pessoas físicas e jurídicas envolvidas no suposto esquema de desvio de recursos públicos.

A defesa de Marco Silva Mott alega que a prisão é baseada em conjecturas e que irá esclarecer os equívocos. Rodrigo Manga, eleito em 2020 e reeleito em 2024, nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política.

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