O prefeito da cidade de Chessy, nos arredores de Paris, Olivier Bourjot, renunciou ao cargo administrativo após ser obrigado pela Justiça francesa a celebrar o casamento de um imigrante sob ordem de expulsão (OQTF). A decisão judicial foi proferida em 10 de dezembro pelo Tribunal Judicial de Meaux, que determinou que a prefeitura realizasse a cerimônia.
A prefeitura havia recusado a celebração porque a situação migratória de um dos noivos não foi divulgada. Em comunicado, Bourjot e seus adjuntos anunciaram que deixariam as funções executivas, permanecendo como vereadores, para impossibilitar a realização do casamento como oficiais do estado civil.
O Ministério Público informou que não há indícios de casamento por conveniência e que a relação foi considerada legítima, suspendendo a ordem de expulsão e justificando a obrigação judicial. O MP alertou que a renúncia não exclui eventual responsabilização penal por oposição à decisão judicial, prevista no Código Penal francês.
O caso gerou repercussão na imprensa, que destacou a tensão entre a ordem judicial e a postura política do prefeito. A situação evidencia o conflito entre deveres administrativos e questões migratórias.