Policiais civis atuam em turnos de madrugada para monitorar e se infiltrar em chats onde crianças e adolescentes são alvos de crimes. Essas operações incluem resgate de vítimas de abusos, estupros, incentivo a automutilação e até suicídios transmitidos em tempo real por criminosos.
Entre dezembro do ano passado, foram libertadas 331 vítimas com idades entre 7 e 16 anos, além de 42 adultos e 115 adolescentes presos. No entanto, internações de menores costumam ser breves, não ultrapassando 45 dias, o que levanta preocupações sobre o impacto dessas experiências na vida dos envolvidos.
A delegada responsável destaca que muitos jovens retornam com comportamentos alterados, como se fossem protagonistas de uma geração sem rumo. Isso aponta para a importância não apenas da intervenção policial, mas também de um acompanhamento psicológico e da orientação aos pais para evitar novas exposições.
Ainda há desafios para tratar as vítimas e conscientizar famílias sobre ameaças que surgem dentro dos próprios lares.
