Neste sábado (15), a polícia marroquina prendeu 111 imigrantes que tentavam atravessar a fronteira rumo a Ceuta, um enclave espanhol localizado no norte da África. A ação foi motivada por novas publicações nas redes sociais que convocavam migrantes para uma travessia em massa. Essa tentativa ocorre apenas duas semanas depois que mais de 72 mil migrantes tentaram entrar em Ceuta, resultando na morte de pelo menos 96 pessoas, um evento que intensificou a retórica anti-imigração em diversos países.
A polícia marroquina, ao abordar os grupos de migrantes que se concentravam nas colinas próximas à fronteira, usou gás lacrimogêneo para dispersá-los. Além disso, jornalistas que estavam na cidade de Fnideq foram ordenados a deixar o local sem explicações, conforme informações da agência de notícias EFE.
Em resposta à situação de segurança em Ceuta, a polícia intensificou a patrulha nas principais ruas do enclave, enquanto soldados da Espanha estavam presentes em supermercados para garantir a ordem. Desde a travessia ocorrida no dia 30 de julho, o governo espanhol implementou uma barreira marítima e enviou mais de 500 policiais da Espanha continental, elevando o total de efetivos para mais de 1.600 em Ceuta.
O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, revelou que cerca de 5 mil migrantes ainda permanecem na cidade. Ele afirmou que aqueles que entraram no enclave de forma irregular não terão permissão para permanecer, obter status legal ou viajar para a Espanha continental, e que os que não possuem direito de permanência serão devolvidos ao Marrocos.
Essas ações refletem a crescente preocupação das autoridades com a imigração na região, em meio a um cenário de crises humanitárias que forçam milhares a buscar melhores condições de vida fora de seus países. A situação em Ceuta continua sendo um ponto crítico no debate sobre imigração e segurança na Europa.