A polícia francesa ampliou a rede de investigados no caso do linchamento de Quentin Deranque, estudante de matemática de 23 anos e ativista de direita, ocorrido no sábado passado em Lyon. Com as prisões desta quarta-feira, o total chegou a onze suspeitos, incluindo seis pessoas diretamente relacionadas ao assassinato que chocou o país.
O incidente ocorreu durante um protesto contra a participação da eurodeputada Rima Hassan, membro do partido A França Insubmissa (LFI), em um evento na Faculdade de Ciências Políticas. Deranque foi espancado por indivíduos encapuzados a cerca de dois quilômetros do local, após um confronto inicial entre grupos políticos. A autópsia confirmou a morte por traumatismo cranioencefálico.
Entre os detidos está um assessor de Jacques-Elie Favrot, membro do LFI. Também foi preso um ex-integrante do grupo radical La Jeunesse Guarde (A Jovem Guarda), dissolvido em julho por ações violentas e extremistas. O partido LFI é acusado de abrigar o grupo, apesar da proibição oficial.
O presidente Emmanuel Macron classificou a violência como sem precedentes e reafirmou que nenhuma causa justificará a morte.
