A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Kathárisma na última quinta-feira (8), em Mato Grosso do Sul, com foco em desarticular uma organização criminosa que atua principalmente na região norte do estado. A operação resultou no cumprimento de 24 mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em cidades como Sonora, Pedro Gomes, Coxim, Aquidauana, Terenos, Corumbá, Anastácio e Campo Grande.
Entre os investigados estão Pedro Henrique Barbosa Freire, conhecido como "Pesadelo", e Lanes Fernando Barbosa Pedrozo. Pesadelo é acusado de ter tentado roubar a arma de um policial durante um patrulhamento no Jardim Noroeste em 15 de agosto. Na ocasião, a Polícia Militar (PM) avistou um veículo com vidros escuros e pneus dianteiros danificados. Ao tentarem abordar o carro, os ocupantes fugiram, e Pesadelo foi localizado em um carro de aplicativo, onde tentou resistir à abordagem policial.
Durante a abordagem, Pesadelo entrou em luta corporal com os policiais, tentando tomar a arma de um deles. Um dos policiais fez disparos em sua direção, mas acabou ferindo o suspeito nos membros inferiores. Ao ser encaminhado para atendimento médico, Pesadelo afirmou ser membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e indicou estar em conflito com o Comando Vermelho, planejando resolver desavenças com integrantes da facção rival.
Além de Pesadelo, o detento Lanes Fernando é investigado por ter participado de selfies dentro de uma cela do presídio em Dois Irmãos do Buriti. Em julho de 2018, Cleir Ortiz Gonçalves, um outro detento, foi transferido para uma cela disciplinar após realizar diversas infrações dentro de presídios.
As investigações da PF revelaram uma estrutura organizada da facção criminosa, incluindo diferentes níveis de atuação e mecanismos de comunicação, além de elementos que ajudam a identificar os integrantes e a movimentação financeira do grupo. A operação se insere em um contexto mais amplo de combate ao crime organizado no estado.
Em Campo Grande, três mandados foram cumpridos em unidades prisionais, com foco na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira (PEMRFG) e no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (EPJFC), também conhecido como Máxima de Campo Grande. Com as ações, a PF busca interromper as atividades do PCC e do Comando Vermelho na região, visando garantir mais segurança à população.