A Polícia Federal, em colaboração com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, iniciou a Operação Iterum com a intenção de prevenir e combater a extração ilegal de ouro no Rio Madeira, em Porto Velho. Durante as ações, foram encontrados motores, dragas e balsas utilizadas na atividade criminosa, indicando uma estrutura organizada e em grande escala.
Como medida de contenção, 29 embarcações e motores foram inutilizados no local, já que a remoção dos equipamentos era inviável. Além disso, aparelhos celulares, frascos de mercúrio e uma arma ilegal foram apreendidos, resultando na prisão em flagrante de dois suspeitos, que foram levados à unidade da Polícia Federal em Rondônia.
O garimpo ilegal causa danos ambientais significativos, como desmatamento e contaminação por mercúrio, afetando diretamente as populações indígenas e ribeirinhas. A operação é uma continuidade das ações anteriores, como Leviatá, Boiúna e Hefestos, demonstrando o empenho das autoridades na fiscalização e repressão a crimes ambientais na Amazônia Legal.
As investigações seguem em andamento, visando identificar financiadores e operadores logísticos envolvidos na cadeia do garimpo ilegal. Os suspeitos podem enfrentar acusações de crimes ambientais, usurpação de bens da União e associação criminosa, entre outros delitos.
