Pms continuam detidos por envolvimento com tráfico e agiotagem

A Auditoria Militar decidiu manter a prisão preventiva de dois policiais militares envolvidos em agiotagem e tráfico de drogas, após a Operação Janus. A ação [...]

A Auditoria Militar confirmou a prisão preventiva de dois policiais militares que estão sendo investigados por agiotagem e por manter uma ‘sociedade’ com traficantes. A prisão foi realizada durante a Operação Janus, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em 28 de maio.

Os dois policiais permanecem detidos no Presídio Militar, localizado em Campo Grande, e foram afastados de suas funções em decorrência da operação. Inicialmente, o Gaeco havia identificado um total de seis policiais militares como suspeitos, resultando na prisão de quatro deles. As investigações que levaram a essas prisões se estenderam por 14 meses e contaram com o suporte da Corregedoria-Geral da PMMS, abrangendo ações em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo.

Além das detenções, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão durante a operação. As investigações revelaram que os militares estavam colaborando com criminosos para facilitar a venda de drogas, além de exercerem violência contra rivais dos traficantes.

Os policiais envolvidos no esquema forneciam drogas para que outros criminosos as revendessem, garantindo que os lucros fossem posteriormente repassados. Algumas das substâncias utilizadas no tráfico eram desviadas de apreensões, após informações fornecidas pelos próprios policiais.

No contexto da operação, alguns dos militares também atuavam como agiotas, utilizando sua posição como agentes de segurança pública para ameaçar devedores e forçá-los a pagar dívidas. O nome da Operação Janus foi escolhido em referência ao deus romano de duas faces, simbolizando a dualidade de ações dos policiais que, enquanto representavam a lei, também se envolviam em atividades criminosas nos bastidores.

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