Pioneirismo no espaço: Mary Wallace Funk se torna a mulher mais velha a viajar ao espaço aos 82

Mary Wallace Funk, aviadora de 82 anos, fez história ao se tornar a mulher mais velha a viajar ao espaço, superando discriminações e barreiras ao [...]

Mary Wallace Funk, nascida em 1º de fevereiro de 1939, é reconhecida por sua trajetória de pioneirismo na aviação. Ao longo de sua vida, enfrentou diversas rejeições, inclusive por parte da NASA, mas não permitiu que isso a impedisse de realizar seu sonho de viajar ao espaço. Com 82 anos, Funk se tornou a mulher mais velha a realizar essa façanha em julho de 2021, quando foi convidada por Jeff Bezos para integrar a equipe do voo suborbital do New Shepard.

Durante uma coletiva de imprensa após o histórico voo, Funk expressou sua alegria e satisfação: “Esperei muito tempo para finalmente conseguir ir lá, e fiz muito treinamento de astronauta pelo mundo — Rússia, Estados Unidos — e sempre conseguia superar os outros no que eles faziam porque eu sempre fui mais forte e sempre fiz tudo sozinha”. Ela também revelou seu desejo de repetir a experiência, afirmando que adorou cada minuto da viagem.

A cidade de Grapevine, Texas, onde Funk residia, prestou homenagem à aviadora após seu falecimento na noite de quarta-feira (8). A publicação destacou sua carreira excepcional e seu papel como símbolo de determinação e perseverança, inspirando futuras gerações a romper barreiras na aviação e na exploração espacial.

Funk iniciou sua trajetória na aviação aos 16 anos, quando se matriculou no Stephens College, em Missouri, e se juntou ao clube de aviação feminina. Um ano depois, obteve sua licença de piloto. Apesar das dificuldades enfrentadas e das rejeições de companhias aéreas, ela se destacou como a primeira inspetora de voo da Administração Federal de Aviação (FAA) e a primeira investigadora do Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB).

A aspiração de Funk sempre foi ir para o espaço. Contudo, mesmo com suas conquistas, a NASA não a aceitou como astronauta. Em várias tentativas, ela manifestou seu interesse, mas enfrentou barreiras de gênero. “Entrei em contato com a NASA quatro vezes e disse: ‘Quero ser astronauta’, mas ninguém me aceitou”, relatou Funk. Ela desafiou as normas da época, afirmando que “não importa o que você seja, você ainda pode fazer se quiser”.

A NASA, por sua vez, só selecionou a primeira turma de astronautas mulheres em janeiro de 1978, e Sally Ride se tornou a primeira mulher americana a viajar ao espaço em junho de 1983. A trajetória de Funk é um testemunho de resiliência e pioneirismo, mostrando que é possível superar barreiras e alcançar sonhos, independentemente das adversidades.

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