Na madrugada do último sábado (18), Gabriel Bispo Gonçalves, de 29 anos, foi encontrado carbonizado após a queda de sua aeronave na zona rural de Altair, próximo a Olímpia, São Paulo. A aeronave, um Cessna U206E com o prefixo PT-XRI, caiu em uma área em meio à colheita de cana-de-açúcar, onde um incêndio foi registrado logo após a queda.
A Polícia Militar foi acionada e, ao chegarem no local, encontraram a área consumida pelas chamas. Familiares de Gabriel foram os responsáveis pela identificação do piloto, que residia em Sanga Puitã, distrito de Ponta Porã. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Barretos para a realização dos exames necessários.
De acordo com informações obtidas, a aeronave estava operando com o certificado de aeronavegabilidade suspenso, pois o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) venceu no dia 9 deste mês.
No local do acidente, equipes especializadas em investigação de Acidentes Aeronáuticos foram mobilizadas para determinar as causas da queda. Essas equipes são responsáveis por coletar os dados e evidências que podem ter contribuído para o acidente e, assim, apurar as circunstâncias envolvidas.
A tragédia ocorre em um contexto em que André Luiz, ex-piloto da aeronave, está na lista da Interpol, uma vez que se encontra desaparecido após ter recebido uma pena de mais de 11 anos de reclusão. Ele havia sido colocado em prisão domiciliar, mas não foi mais localizado.
Esse incidente gerou preocupações sobre a segurança da aviação na região e a necessidade de supervisão rigorosa das condições das aeronaves que operam, uma vez que a validade dos documentos relacionados à segurança deve ser uma prioridade para evitar tragédias como essa.