Evento e laboratório visam combater a mineração ilegal e rastrear a origem do ouro.
A Polícia Federal inaugurou um laboratório de microscopia eletrônica e realizou um seminário internacional para combater a mineração ilegal e rastrear ouro.
A Polícia Federal (PF) realizou, em Brasília, o 2º Seminário Internacional sobre Atividades Ilícitas e Rastreabilidade na Cadeia de Suprimentos do Ouro. O evento, que durou quatro dias, reuniu representantes de diversas instituições brasileiras e internacionais para debater mecanismos de mitigação da mineração ilegal e o fortalecimento de ferramentas de rastreabilidade aplicadas ao ouro.
A solenidade de abertura contou com a presença de diretores da PF, representantes do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime no Brasil (UNODC), do Serviço Geológico do Brasil, do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), do BNDES e da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, além de um deputado membro da Frente Parlamentar da Mineração Sustentável.
Como parte da programação, foi inaugurado o Laboratório de Microscopia Eletrônica do Programa Ouro Alvo, instalado na Diretoria Técnico-Científica (DITEC) da PF. A nova unidade representa um avanço na capacidade do Estado brasileiro de rastrear a origem de ouro apreendido e subsidiar investigações relacionadas a crimes ambientais, lavagem de dinheiro e ilícitos transnacionais.
Investimento e Tecnologia
O laboratório recebeu um investimento de aproximadamente dez milhões de reais, provenientes do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os equipamentos de microscopia eletrônica permitirão análises avançadas de materiais auríferos, ampliando a precisão e a eficiência dos exames periciais utilizados na comprovação da origem do metal.
O Programa Ouro Alvo, que conta com o apoio da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção, integra o Plano Amazônia: Segurança e Soberania.
