Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, levanta hipótese sobre origem do metanol usado em adulteração de bebidas
A Polícia Federal investiga se caminhões abandonados por criminosos têm relação com casos de metanol em bebidas, conforme o ministro Ricardo Lewandowski.
A Polícia Federal (PF) apura se há relação entre caminhões-tanque abandonados por organizações criminosas e a origem do metanol usado para adulterar bebidas, conforme declarado nesta terça-feira (7) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. Uma das hipóteses é que o metanol tenha origem mineral, ligada à operação que apreendeu os veículos.
Segundo Lewandowski, a identificação do tipo de metanol é crucial: se vegetal (da fermentação) ou mineral (ligada à operação). A PF investiga a ação de grupos especializados na distribuição de metanol para adulterar bebidas, além de examinar a venda online de selos e rótulos.
No Brasil, já são 217 notificações de possível intoxicação por metanol, com 17 casos confirmados e 200 em investigação, abrangendo 13 estados, com maior concentração em São Paulo (80% das notificações). A Senacon já notificou 15 estabelecimentos e notificará outros 15 em breve.
As investigações ainda estão em fase inicial, conforme o ministro, que também mencionou a criação de um comitê com participação do setor privado para lidar com a crise. Um site será lançado para informar sobre as medidas tomadas.