A Polícia Federal conseguiu recuperar um celular "quebrado" do ex-diretor da Amapá Previdência e iniciará a análise do conteúdo do aparelho. No dia da operação, Jocildo Silva Lemos, um dos principais alvos do inquérito, estava com um celular novo e alegou que seu telefone antigo estava em conserto, o que levantou suspeitas na PF.
Na mesma sexta-feira, a polícia se dirigiu ao local onde Jocildo havia deixado o aparelho para reparo e o apreendeu. As primeiras apurações indicam que os dados estavam conservados, e agora a PF se concentrará na análise dessa informação.
A investigação apura suspeitas de irregularidades em pelo menos R$ 400 milhões que foram repassados pela Amapá Previdência ao Banco Master. Jocildo, que foi indicado para o cargo pelo presidente do Senado, pediu exoneração após ser alvo da operação da PF.
A Justiça do Amapá autorizou a busca e apreensão e a quebra de sigilo de dados telemáticos de Jocildo e outros dois alvos. A decisão ressalta que o acesso a conteúdos eletrônicos apreendidos é fundamental para descobrir possíveis informações delituosas e aprofundar a investigação.