PF deflagra Operação Mors Futuri contra fraudes financeiras milionárias

A Polícia Federal deflagrou a Operação Mors Futuri para desarticular grupos suspeitos de fraudes financeiras milionárias e crimes contra o sistema financeiro. [...]

Ação visa desarticular grupos que operavam instituições financeiras clandestinas.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Mors Futuri para desarticular grupos suspeitos de fraudes financeiras milionárias e crimes contra o sistema financeiro.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Mors Futuri com o objetivo de desarticular grupos suspeitos de estruturar instituições financeiras clandestinas que captavam recursos de investidores de forma irregular. A operação investiga crimes contra o sistema financeiro nacional, o mercado de capitais, estelionato, organização criminosa e crimes contra a economia popular.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Curitiba/PR, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores, incluindo ativos financeiros que podem chegar a R$ 66 milhões, imóveis e veículos de alto valor. O objetivo é garantir o ressarcimento futuro às vítimas.

As investigações apontam que os grupos utilizavam empresas ligadas à área de tecnologia e um banco digital para captar poupança popular, oferecendo contratos de investimento com promessa de rentabilidade fixa e acima da média de mercado. Alegavam realizar operações no mercado financeiro, inclusive em plataformas de renda variável, utilizando algoritmos de “inteligência artificial”.

Operação e Investigações

As empresas e o banco digital não possuíam autorização da CVM e do Banco Central para atuar como instituições financeiras. Os responsáveis interromperam os pagamentos e passaram a ocultar informações e patrimônio.

As diligências revelaram que os grupos movimentaram mais de R$ 1 bilhão através do sistema financeiro nacional.

Um dos investigados, apontado como principal articulador, teve prisão preventiva decretada e é suspeito de ter fugido do país. A Justiça Federal autorizou a inclusão da ordem de prisão na Difusão Vermelha da Interpol.

Os envolvidos poderão responder por crimes contra o sistema financeiro nacional, o mercado de capitais, estelionato, crimes contra a economia popular, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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