O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, considerou a ligação que teve com seu homólogo dos EUA, Donald Trump, um avanço diplomático. Os dois líderes tiveram uma conversa no dia anterior, ocasião na qual acertaram uma reunião na Casa Branca ainda sem data definida. Trump disse após o contato que foi uma grande honra falar com o colombiano, com que viveu meses de tensões verbais.
A ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Rosa Villavicencio, confirmou o convite feito à ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, para visitar o país, e a oferta do governo do presidente Gustavo Petro de mediar a crise no país, especialmente após a prisão de Nicolás Maduro pelos EUA. O convite foi feito para restabelecer o diálogo com base nos interesses comuns que temos como países, como nações irmãs.
Petro disse que conversou com a ditadora interina da Venezuela dois dias atrás, ocasião na qual a convidou para a Colômbia e propôs um diálogo tripartite com os EUA para estabilizar a sociedade venezuelana e evitar um surto de violência após a intervenção militar de Washington e a captura de Maduro. O líder esquerdista temia que o chefe da Casa Branca tentasse justificar uma operação militar na Colômbia associando-o a Maduro ou rotulando-o como narcotraficante.
A ministra Villavicencio afirmou que Rodríguez ainda não respondeu ao convite de Petro, nem confirmou se essa iniciativa implica o reconhecimento da representante do regime chavista pela Colômbia, decisão que cabe ao líder colombiano. O convite foi feito para nos conhecer e estabelecer um diálogo muito mais presencial e direto