Um dos modelos de negócio dentro da pecuária, o sistema de cria, tende a apresentar o maior potencial de retorno para o agronegócio brasileiro em 2026. Conforme analistas, esse cenário se desenha a partir de sinais de demanda aquecida e de preços acima de R$ 15,00 por quilo registrados nos leilões de bezerros no final de 2025.
O gerente técnico da consultoria destaca que dados recentes analisados indicam que algumas cotações por lote chegaram a R$ 18,00 e R$ 19,00 por quilo, patamares que começam a sinalizar um reposicionamento do mercado de bovinos, com reflexos diretos na cadeia produtiva da cria.
A expectativa também se apoia no fato de que o Brasil atingiu recordes de exportação em 2025, e também assumiu sua posição como maior produtor mundial de carne bovina, ultrapassando os EUA no último ano, contexto que amplia a procura por reposição e reforça a importância da cria como base de oferta para toda a cadeia produtiva.
O ciclo da pecuária de cria é longo e não adianta ficar mudando de galho em galho, ressaltando que gestão e produtividade internas são determinantes para o desempenho do sistema.