O governo do Paquistão confirmou a realização de bombardeios em Cabul, capital do Afeganistão, e declarou estar em uma "guerra aberta" com o vizinho. Essa escalada se configura como o incidente mais grave entre os dois países desde o retorno dos talibãs ao poder.
Mosharraf Zaidi, porta-voz do primeiro-ministro do Paquistão, informou que os ataques atingiram alvos militares em Cabul, Paktia e Kandahar. O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, confirmou os bombardeios, alegando que não houve vítimas, enquanto o regime afegão afirmou ter realizado operações de retaliação contra posições militares paquistanesas.
Os combates noturnos ao longo da fronteira aumentaram após uma operação coordenada do Talibã, com os ataques paquistaneses resultando na morte de 133 talibãs e mais de 200 feridos. O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, declarou que a paciência do país se esgotou, justificando a declaração de guerra.
O governo paquistanês tem acusado o regime afegão de abrigar grupos terroristas, uma alegação que é negada pelo Talibã. Enquanto isso, a Rússia e a China tentam mediar a situação para evitar uma escalada maior do conflito.
