A Otan anunciou a missão 'Sentinela do Ártico' para reforçar a presença na região. O objetivo é proteger o território e garantir que o Ártico e o Extremo Norte permaneçam seguros. O general Alexus G. Grynkewich, comandante máximo da aliança militar na Europa, defendeu a iniciativa, afirmando que a força da Otan será utilizada para proteger o território.
A missão sucede à reunião realizada no mês passado em Davos entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. A organização aumentará o número de tropas no chamado 'Cabo do Norte', que inclui partes da Noruega, Suécia e Finlândia dentro do Círculo Polar Ártico. A missão tem por finalidade reforçar as capacidades militares e de vigilância na região disputada.
A 'Sentinela do Ártico' poderá envolver exercícios militares, envio de embarcações adicionais e meios aéreos para a região, incluindo drones. A Otan deverá ainda intensificar o patrulhamento marítimo no Mar da Noruega e, posteriormente, nas vias navegáveis entre a Groenlândia, a Islândia e o Reino Unido. O Ministério da Defesa britânico antecipou que duplicará o número de efetivos militares mobilizados na Noruega para 'enfrentar as ameaças russas'.
O Ártico obviamente se tornou uma prioridade para a aliança, e a aliança está respondendo a essa demanda. A Sentinela do Ártico será dirigida pelo Comando Conjunto de Forças de Norfolk, na Virgínia (EUA), que desde dezembro já era responsável pela região ártica. A nova missão busca reforçar a dissuasão e defesa na região, particularmente à luz da atividade militar da Rússia e do crescente interesse da China no Extremo Norte.