Otan discute guerra híbrida contra Rússia

Países da Otan debatem possibilidade de confronto indireto com Rússia [...]
Foto: Busca Gazeta do Povo

Os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ampliaram o debate interno sobre a possibilidade de um confronto indireto e prolongado com a Rússia, centrado no uso de instrumentos de guerra híbrida. O almirante italiano Giuseppe Cavo Dragone afirmou que a aliança analisa adotar uma postura mais “proativa” no campo da cibersegurança.

A Rússia pode estar em condições de atacar um país membro nos próximos cinco anos, citando o aumento da produção militar russa e a intensificação de operações encobertas contra sociedades ocidentais. O secretário-geral da aliança, Mark Rutte, defendeu maior preparo militar e industrial da Europa.

Analistas europeus apontam que o foco da discussão em curso na aliança não é uma guerra convencional imediata, mas sim o enfrentamento contínuo na chamada “zona cinzenta” das tensões. A guerra híbrida é um “elemento permanente da estratégia russa”, baseada em práticas herdadas da era soviética e potencializadas por tecnologias como inteligência artificial, ciberoperações e manipulação de informações.

A Rússia transformou regiões estratégicas em um laboratório de “guerra híbrida” e tem recorrido a violações de espaço aéreo, sabotagem de infraestrutura, coerção marítima, ataques cibernéticos e campanhas de desinformação para desestabilizar países da Otan e seus parceiros. Medidas defensivas isoladas da Otan reduzem danos, mas não são suficientes para dissuadir Moscou.

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