Operador financeiro do tráfico é preso em casa de alto padrão na fronteira de MS

Fahd Haidar, de 25 anos, foi alvo da Operação Ifrit e preso em flagrante por posse ilegal de arma de uso restrito em Ponta Porã, [...]

Fahd Haidar, de 25 anos, apontado como um dos operadores financeiros de um grupo que movimentou mais de R$ 500 milhões com o tráfico de drogas, foi preso na quarta-feira (4) durante a Operação Ifrit, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal. Ele vivia em uma casa de alto padrão em Ponta Porã, cidade que faz fronteira com o Paraguai por meio de Pedro Juan Caballero. A prisão foi mantida pela Justiça em audiência de custódia realizada no mesmo dia.

Filho de Nasser Haidar, Fahd é um dos 29 alvos da operação que mirou uma organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a facções criminosas, com participação de policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um Policial Rodoviário Federal de outro estado. Ele é dono do Centro Hípico Fahd Haidar, em Ponta Porã. As equipes chegaram ao imóvel por volta das 5h para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão expedidos pela 3ª Vara Federal de Campo Grande. Como os moradores demoraram a abrir, os policiais arrombaram a porta e um painel de vidro.

Na residência, os agentes encontraram duas pistolas de calibre 9 mm, uma sob o colchão e outra em uma gaveta, além de carregadores. Fahd alegou não ter a chave do cofre, que foi aberto à força. Questionado, não apresentou registro ou autorização para a posse das armas. Ele foi preso em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Também foram apreendidos veículos, como duas caminhonetes RAM, uma Hilux, uma motocicleta BMW S1000 e um Voyage. No Voyage, foram encontrados documentos em nome de Mamede Alhaj Haidar, outro alvo da operação e empresário preso com um kit de conversão para pistolas Glock dos modelos G17 e G19.

Diante dos fatos, Fahd foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal com as armas, carregadores e outros bens apreendidos. As investigações apontaram que ele seria um dos operadores financeiros e prestanome da organização criminosa, além de exercer outras funções de caráter acessório. A defesa de Fahd informou que não teve acesso aos autos e não irá se manifestar acerca dos fatos.

A Operação Ifrit cumpriu 76 mandados judiciais, sendo 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária, e foi realizada em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. Três policiais civis foram afastados das funções. Outro alvo, Maroan Fernandes Haidar Ahmed, filho de Bassam Hassan Haidar Ahmed, foi condenado pelo assassinato de Fábio Batista da Silva em uma lanchonete de um posto de combustíveis em Rondonópolis, em Mato Grosso, e é considerado de elevado grau de periculosidade.

Leia mais

Rolar para cima