Operação Buraco sem Fim: empreiteiro e ex-secretário presos por fraudes em Campo Grande

A Operação Buraco Sem Fim resultou na prisão do empreiteiro Antonio Bittencourt Jacques Pedrosa e outros envolvidos, investigando fraudes em contratos de tapa-buraco que somam [...]
Movimentação na Cepol durante chegada de presos da operação — Foto: Movimentação

Na manhã desta terça-feira (12), a Operação Buraco Sem Fim foi deflagrada em Campo Grande, com foco em práticas fraudulentas relacionadas a contratos de tapa-buraco que envolvem R$ 113 milhões. A ação, executada pelo Gecoc em parceria com o Gaeco, resultou na prisão do empreiteiro Antonio Bittencourt Jacques Pedrosa, além de outras quatro pessoas. Entre os detidos estão o ex-secretário de Obras, Rudi Fiorese, e servidores da Sisep, incluindo Fernando de Souza Oliveira e o engenheiro Mehdi Talayeh. Todos os cinco já são réus na Operação Cascalhos de Areia.

Os contratos sob investigação foram firmados desde 2018, durante a gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad (PV). A operação cumpriu um total de sete mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão, com o intuito de desmantelar uma organização criminosa que teria manipulado medições e realizado pagamentos indevidos na execução de serviços de manutenção de vias públicas. A atuação dessa quadrilha teria prejudicado substancialmente os cofres públicos do Município de Campo Grande.

Mais de R$ 122 milhões são atribuídos à Construtora Rial Ltda, sob a propriedade de Bittencourt. Essa empresa possui cinco contratos com o município, abrangendo serviços como manutenção de asfalto e remoção de ondulações em vias. A justificativa das prisões preventivas se baseia na necessidade de garantir a ordem pública e a conveniência da instrução criminal, evitando interferências nas investigações.

A defesa de Rudi Fiorese já se manifestou afirmando que irá buscar informações sobre o processo antes de apresentar uma declaração mais formal. O Governo do Estado, por sua vez, anunciou que irá proceder com a exoneração de Fiorese, destacando que a Seilog tomou conhecimento da operação e deixou claro que não é alvo das apurações em curso, uma vez que o trabalho do diretor-presidente da Agesul remete a sua atuação anterior na Secretaria de Obras da Capital.

Os advogados dos demais investigados ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a situação. A comunidade aguarda um posicionamento, enquanto a investigação continua em trâmite, buscando elucidar os detalhes das fraudes ocorridas na prefeitura e suas implicações financeiras para o município. A Constituição Brasileira garante o direito à ampla defesa e ao contraditório para os acusados, e o desenrolar dos fatos ainda é aguardado com atenção.

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