Na quarta-feira, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução proposta por Gana, que classifica a escravidão africana como o "crime mais grave cometido contra a humanidade". O texto teve 123 votos a favor e 52 abstenções, incluindo países como Espanha, França, Alemanha, Holanda e Reino Unido.
A resolução destaca as consequências duradouras da escravidão africana, descrevendo-a como uma transgressão com impactos de longo alcance. O representante dos EUA no Conselho Econômico e Social da ONU, Dan Negrea, declarou que o texto era "altamente problemático" e que os EUA não reconhecem um direito legal à reparação por erros históricos.
Negrea também criticou a proposta por promover agendas específicas e por sugerir a criação de novos grupos de trabalho e relatórios que, segundo ele, não são a função da ONU. O Secretário-Geral António Guterres se referiu ao tráfico transatlântico de escravizados como uma "profunda traição à dignidade humana" e enfatizou a importância de confrontar as consequências da desigualdade e do racismo.
Guterres afirmou que é crucial lembrar as vítimas da escravidão e o sistema que a perpetuou por tanto tempo, destacando a necessidade de reconhecer as suas consequências na sociedade atual.