Eu estava lá, como assessor de imprensa do Coritiba, quando a final do Campeonato Paranaense de 2008 foi jogada na Arena da Baixada. Foi uma tarde que ultrapassou as quatro linhas do futebol e revelou muito sobre bastidores, poder e atitude.
Uma informação circulava que, para mim, era inaceitável: a Federação Paranaense de Futebol havia levado o troféu, mas não pretendia entregá-lo ao Coritiba, caso o time fosse campeão. A decisão atendia a um pedido do então presidente do Athletico, Mário Celso Petraglia.
O troféu não é apenas um objeto. Ele materializa a conquista, eterniza o momento, dá forma à memória. Tirar isso de um time campeão é, no mínimo, desrespeito.
Foi ali que decidi agir. Sem alarde, arrumei um troféu. Pequeno, simples, longe do oficial, mas carregado de significado. Coloquei dentro da minha mochila e fui para o jogo.
Com informações futebolinterior.com.br
