Com a decisão de um júri de Los Angeles, a Meta e a Google foram consideradas responsáveis pelo design viciante do Instagram e do YouTube. A indústria da moda, que há anos usa esses mecanismos, questiona a forma como o setor usa essas ferramentas para vender.
As plataformas digitais foram desenhadas para prender a atenção do usuário o máximo possível, e a moda, com seu apelo visual, funciona bem dentro dessa lógica. Quanto mais tempo conectado, mais o algoritmo aprende sobre seus gostos e passa a exibir exatamente o que você tende a comprar.
O resultado é uma sensação de urgência no consumo. A peça que aparece no feed parece ser o que faltava no armário, e a compra muitas vezes acontece antes de qualquer reflexão.
O fast fashion é quem mais lucra com essa dinâmica. A Shein, por exemplo, chega a lançar centenas de novos produtos por dia, ajustando sua oferta em tempo real com base nas tendências que circulam nas redes.