Desde o final de fevereiro, o Estreito de Ormuz se tornou o centro do conflito entre o Irã e a coalizão formada por EUA e Israel. Esta rota, essencial para o fornecimento mundial de petróleo, está enfrentando bloqueios e ataques, resultando em uma redução de cerca de 90% na circulação de navios.
Localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, o estreito é responsável por cerca de 20% do petróleo bruto produzido globalmente, além de grandes volumes de gás natural. O controle dessa passagem confere ao Irã um significativo poder de pressão sobre a economia mundial, impactando diretamente os preços de combustíveis e o custo de vida em diversos países.
Desde o início dos combates em 28 de fevereiro de 2026, mais de dez embarcações foram alvos de ataque. O Irã restringe a passagem de navios, permitindo apenas embarcações de países com os quais mantém negociações, como Índia e Turquia, enquanto ameaça aliados dos EUA e Israel. Minas navais, uma tática de baixo custo utilizada pelo Irã, têm sido empregadas para destruir grandes navios cargueiros.
A principal preocupação do governo brasileiro é a segurança no fornecimento de fertilizantes, essenciais para a agricultura. A instabilidade no estreito provoca um efeito dominó global, encarecendo alimentos e energia, o que pressiona a inflação. O governo dos EUA busca formar uma coalizão internacional para desafiar o bloqueio iraniano, convocando países como Japão e Reino Unido para realizar escoltas militares conjuntas aos petroleiros.
