A pesquisa revelou que o baxdrostat pode ser uma alternativa para o controle da pressão alta em indivíduos que não conseguem reduzir os níveis mesmo com múltiplas medicações. O ensaio clínico de fase 3 foi realizado em 214 clínicas ao redor do mundo e contou com cerca de 800 participantes, mostrando uma queda significativa na pressão arterial em pacientes considerados difíceis de tratar.
Os pacientes foram divididos em grupos que tomaram doses de 1 mg ou 2 mg do medicamento ou placebo, enquanto continuavam seus tratamentos habituais. Após 12 semanas, aqueles que tomaram baxdrostat apresentaram uma redução média da pressão arterial sistólica entre 9 a 10 mmHg maior do que os que receberam placebo, o que é considerado clinicamente relevante.
Cerca de 40% dos participantes que utilizaram o novo medicamento alcançaram níveis saudáveis de pressão arterial, em contraste com menos de 20% no grupo placebo. A ação do baxdrostat está relacionada ao bloqueio da produção do hormônio aldosterona, que pode causar retenção de sal e líquidos, elevando a pressão arterial.
A hipertensão, que afeta cerca de 1,3 bilhão de pessoas globalmente, pode resultar em sérios problemas de saúde, como infarto e acidente vascular cerebral. Os resultados deste estudo são significativos, pois ajudam a entender as dificuldades enfrentadas por muitos pacientes que continuam com pressão alta mesmo após diversos tratamentos.