O novo salário mínimo de R$ 1.621 injetará R$ 81,7 bilhões na economia, considerando os efeitos sobre a renda, o consumo e a arrecadação. Cerca de 61,9 milhões de brasileiros terão rendimentos diretamente influenciados pelo piso salarial. O novo valor representa um reajuste nominal de 6,79% em relação ao mínimo atual.
O reajuste do mínimo afeta diretamente benefícios e despesas indexados ao piso nacional, com reflexos relevantes sobre o orçamento público. O reajuste deve elevar gastos da Previdência em R$ 39,1 bi em 2026. Além disso, 46% dos gastos previdenciários são impactados diretamente pelo reajuste.
O desafio do governo será equilibrar os efeitos positivos do aumento do salário mínimo sobre a renda da população com o controle das despesas obrigatórias. O reajuste do salário mínimo segue a Lei 14.663, de agosto de 2023, que define a correção anual com base em dois fatores: a variação do INPC e o crescimento do PIB de dois anos antes.
O cálculo considera os efeitos sobre a renda, o consumo e a arrecadação, ainda que em um cenário de restrições fiscais mais rígidas. O novo salário mínimo deve começar a ser pago em fevereiro e injetará R$ 81,7 bilhões na economia