Novo Plano em Gaza Gera Onda de Críticas Internacionais e Internas a Israel

O governo israelense enfrenta forte oposição interna e externa após aprovar um plano de expansão da ocupação na Faixa de Gaza. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu [...]

O governo israelense enfrenta forte oposição interna e externa após aprovar um plano de expansão da ocupação na Faixa de Gaza. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmou a decisão, que visa controlar toda a região, intensificando um conflito já marcado por tensões e preocupações humanitárias.

O gabinete de segurança e assuntos políticos de Israel anunciou a aprovação do plano para ocupar a Cidade de Gaza, lar de aproximadamente um milhão de palestinos. Apesar das alegações de que a operação incluirá assistência humanitária, o temor de um novo deslocamento em massa da população palestina é crescente.

A reação internacional foi imediata. O governo do Reino Unido classificou a decisão como “errada” e pediu uma reconsideração urgente. A China manifestou “profunda preocupação”, enquanto a Turquia condenou a escalada do conflito, instando Israel a cessar seus planos de guerra, aceitar um cessar-fogo e buscar uma solução de dois Estados.

O chefe de Direitos Humanos da ONU, Volker Turk, expressou que o novo plano israelense causará mais mortes e sofrimento, exigindo sua interrupção imediata. Ele ressaltou que a decisão desafia a determinação da Corte Internacional de Justiça para que Israel termine sua ocupação em Gaza o mais rápido possível.

Dentro de Israel, famílias de reféns e outros cidadãos protestaram contra a nova medida, exigindo o retorno imediato dos reféns ainda em poder do Hamas. A polícia israelense dispersou os protestos com balas de borracha e bombas de efeito moral. Estima-se que cerca de 50 reféns israelenses permaneçam em poder do grupo, com Israel acreditando que aproximadamente 20 deles ainda estejam vivos.

A medida também gerou controvérsia dentro do governo israelense. Altos oficiais do Exército manifestaram preocupação com os riscos da ofensiva expandida, temendo um aumento no número de mortes e perigos para as tropas. O comandante das Forças Armadas, Eyal Zamir, expressou sua oposição ao plano, citando o risco para a vida dos reféns e o perigo das tropas ficarem “presas” em Gaza.

Netanyahu afirmou que, embora pretenda ocupar toda a Faixa de Gaza ao final da guerra, não tem a intenção de anexar o território, buscando apenas estabelecer um “perímetro de segurança”. A nova investida, com duração prevista de quatro a cinco meses, focará na conquista de “novas e vastas” áreas da Cidade de Gaza, com ordens de evacuação para a população local, seguidas por operações militares com tanques de guerra em busca do Hamas, inclusive em campos de tendas de refugiados.

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