O novo mapa subglacial da Antártida, resultado de décadas de pesquisa, mostra um relevo complexo sob a camada de gelo que pode ultrapassar quatro quilômetros de espessura. A pesquisa, liderada pelo glaciologista Robert Bingham, da Universidade de Edimburgo, revela cadeias montanhosas, vales profundos e extensos cânions, alterando a forma como os cientistas entendem a dinâmica do gelo e seu impacto no nível dos oceanos.
O mapa oferece dados precisos sobre a geologia da região, mostrando como o relevo submerso influencia o movimento das geleiras. A importância do mapeamento é ressaltada por especialistas, que afirmam que o formato do leito glacial é crucial para entender o atrito que afeta o fluxo de gelo. Isso é essencial para prever a velocidade com que o gelo derrete e contribui para a elevação do nível do mar.
A obtenção das informações se deu através de tecnologias de sensoriamento remoto, como radar antártico, que permite mapear a espessura do gelo e o formato do terreno subjacente. Equipes internacionais de ciência polar compilaram medições feitas ao longo de anos de exploração, embora ainda haja muito a ser descoberto.
Além de descrever o presente, o novo mapa oferece pistas sobre a evolução dos continentes, ajudando a reconstruir movimentos tectônicos antigos. Estruturas geológicas identificadas indicam processos que ocorreram antes da era do gelo, revelando uma história geológica rica e complexa da Antártida.
