Campo Grande dá um passo importante na modernização da saúde pública com o lançamento do edital de Parceria Público-Privada (PPP) para o Hospital Regional, anunciado nesta quinta-feira (4) pelo Governo Estadual. A iniciativa visa ampliar os serviços oferecidos e modernizar a infraestrutura da unidade, sem comprometer o caráter público do atendimento, que permanecerá 100% gratuito através do SUS.
A PPP se concentrará na prestação de serviços não assistenciais, enquanto a gestão assistencial, incluindo as áreas médica, de enfermagem, fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, análises clínicas e radiologia, continuará sob a responsabilidade do Estado. O objetivo central é otimizar a oferta de bens e serviços essenciais, elevando a qualidade do atendimento à população.
A expectativa do governo é que a parceria estabeleça um novo padrão de excelência em gestão hospitalar. A secretária de Parcerias Estratégicas destacou a importância do projeto como modelo inovador para o país, incorporando o fornecimento de insumos hospitalares e mecanismos modernos de garantias. O secretário de Estado de Saúde ressaltou a relevância do projeto para a história da saúde estadual.
Sob a responsabilidade da iniciativa privada estarão as obras de construção de novos blocos e a reforma das instalações existentes, além da aquisição e instalação de equipamentos médico-hospitalares, mobiliário clínico e instrumental cirúrgico. A empresa concessionária também gerenciará serviços como recepção, limpeza, vigilância, lavanderia, manutenção predial, nutrição, logística de almoxarifado e outros serviços de apoio.
As intervenções serão realizadas em etapas, ao longo de 56 meses, sem interromper o funcionamento do hospital. A área construída será expandida para 71.000 m², com dois novos blocos, aumentando a capacidade de atendimento em 60%, totalizando 577 leitos. O estacionamento será ampliado para 911 vagas.
O contrato prevê a adoção de soluções sustentáveis e inovadoras, como energia fotovoltaica, automação, transporte pneumático e robotização da farmácia. O valor total dos investimentos é de R$ 5,6 bilhões, com vigência de 30 anos. Os investimentos em obras e equipamentos somam R$ 966,8 milhões, com custos anuais de operação estimados em R$ 154,4 milhões.
O desempenho da concessionária será monitorado por indicadores de qualidade e satisfação, impactando diretamente no pagamento mensal, cujo valor máximo previsto é de R$ 20 milhões, antes dos descontos definidos no leilão. O leilão está agendado para 4 de dezembro, na B3, em São Paulo.