Nova Diretriz nos EUA Permite Fé Explícita no Serviço Público

Funcionários públicos nos Estados Unidos agora têm permissão para expressar abertamente suas crenças religiosas no local de trabalho, conforme nova diretriz do governo. A medida, [...]

Funcionários públicos nos Estados Unidos agora têm permissão para expressar abertamente suas crenças religiosas no local de trabalho, conforme nova diretriz do governo. A medida, anunciada nesta segunda-feira (28), autoriza a realização de conversas sobre religião e a organização de grupos de oração fora do horário de expediente.

De acordo com o Escritório de Gestão de Pessoal (OPM), servidores federais podem “persuadir outros sobre a veracidade de suas crenças religiosas” nos escritórios, desde que não configure assédio. A diretriz também permite que chefes tentem recrutar subordinados para suas religiões, respeitando o limite do assédio. Recusar-se a discutir religião com colegas não pode acarretar punições.

As novas regras ampliam as possibilidades de manifestação religiosa no serviço público. Servidores podem exibir objetos religiosos, como bíblias, crucifixos e obras de arte com mensagens religiosas, em suas mesas e espaços pessoais. Reuniões formais ou informais para expressar a fé estão permitidas fora do horário de trabalho.

Supervisores gozam dos mesmos direitos de expressão religiosa que os demais funcionários, e a recusa de um subordinado em participar de conversas religiosas não justifica advertências ou sanções. A expressão de crenças pessoais é permitida, inclusive em locais públicos ou diante de cidadãos, desde que em caráter pessoal.

Grupos de oração podem ser criados nos escritórios, desde que fora do expediente. Em julho, o OPM já havia flexibilizado horários e permitido trabalho remoto para servidores cumprirem obrigações religiosas.

A diretriz tem como base uma ordem executiva de fevereiro, na qual o presidente pedia que agências eliminassem o que chamou de “uso do governo como arma contra os cristãos”. Secretários de gabinete foram orientados a identificar ações federais consideradas hostis à fé cristã.

No Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou válida a presença de símbolos religiosos em prédios do governo, desde que representem a tradição cultural da sociedade. A decisão ocorreu em resposta a uma ação contra a exposição de símbolos religiosos em prédios federais de atendimento ao público em São Paulo.

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