As audiências referentes ao feminicídio da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, foram remarcadas para o final de outubro e o início de novembro, Em Campo Grande. Fabíola foi assassinada com um tiro na cabeça em maio, na região do bairro Chácara dos Poderes. O médico João Jazbik Neto, acusado do crime, já enfrentou três prisões, sendo a mais recente no mês passado.
A Justiça agendou as novas datas para o processo. No dia 29 de outubro, às 13h30, serão ouvidas as testemunhas de acusação. Em seguida, no dia 5 de novembro, também às 13h30, será a vez de ouvir as testemunhas de defesa e, possivelmente, realizar o interrogatório do médico.
João Jazbik Neto foi detido pela última vez em 3 de setembro, por uma equipe da 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Sua prisão marca a terceira vez que o cardiologista retorna ao sistema prisional. Ao ser conduzido à delegacia, ele negou ter cometido o crime e indicou o irmão de Fabíola como responsável pela sua morte. "Eu não matei a Fabíola; eu vivia com ela em lua de mel e a família dela sabe", afirmou o médico.
Assim que deixou a Delegacia Especializada, Jazbik reiterou sua inocência e culpou o irmão da vítima, afirmando: "O episódio que aconteceu com a Fabíola, eu acho que foi um problema do irmão dela ser inimigo da família". Ele também comentou sobre a mãe de Fabíola, que havia passado por uma cirurgia, e insinuou que isso estaria relacionado ao seu falecimento.
A fisioterapeuta foi encontrada morta em sua residência no dia 18 de maio. Na ocasião, o médico acionou a polícia, alegando que ela teria cometido suicídio. Ao chegar ao local, as autoridades encontraram o marido da vítima e equipes do Corpo de Bombeiros, que já haviam constatado o óbito. O médico, em seu relato, afirmou que Fabíola estava realizando atividades físicas quando ocorreu o trágico incidente.