Ninho do Urubu: famílias criticam absolvição na Justiça

Familiares das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu criticam a absolvição dos acusados, considerando a decisão uma afronta e falha grave. [...]

Parentes das vítimas do incêndio no CT do Flamengo protestam contra a decisão judicial e falam em 'falha grave'.

Familiares das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu criticam a absolvição dos acusados, considerando a decisão uma afronta e falha grave.

Familiares dos dez adolescentes mortos no incêndio do Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, criticaram a absolvição dos acusados no processo criminal. Eles consideram a decisão uma afronta à memória das vítimas e uma falha grave da Justiça, expressando um sentimento de impunidade.

Em fevereiro de 2019, um incêndio em contêineres usados como alojamento para as categorias de base do clube resultou na morte de dez atletas, com idades entre 14 e 16 anos, e deixou outros três feridos. A Associação dos Familiares de Vítimas do Incêndio do Ninho do Urubu (Afavinu) espera que a decisão seja revista e que o processo siga para instâncias superiores.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que recorrerá da decisão.

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ) informou que, além do processo criminal, o Flamengo responde a um processo cível, no qual a Defensoria e o MPRJ pedem indenização às famílias das vítimas e dano moral coletivo, com valor inicial de R$ 20 milhões.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) informou que o juiz responsável pela decisão entendeu que não há provas suficientes de que os acusados tivessem concorrido diretamente para o incêndio, destacando que não se pode responsabilizar alguém apenas em razão do cargo.

Os réus absolvidos em primeira instância foram Antônio Márcio Mongelli Garotti, Marcelo Maia de Sá, Edson Colman da Silva, Cláudia Pereira Rodrigues, Danilo da Silva Duarte, Fábio Hilário da Silva e Weslley Gimenes. Eduardo Carvalho Bandeira de Mello, então presidente do clube, teve a punibilidade extinta devido ao tempo decorrido do processo.

O Flamengo ainda não se pronunciou sobre a decisão na esfera criminal.

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