Neno Razuk se declara ciente das acusações enquanto aguarda julgamento de habeas corpus

O ex-deputado Neno Razuk, preso há dois dias, está tranquilo e ciente das acusações que enfrenta, conforme informou seu advogado. A defesa tenta reverter sua [...]

Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, foi Recolhido no Centro de Triagem de Campo Grande na tarde de segunda-feira (3) e, segundo seu advogado, Ricardo Souza Pereira, ele se encontra "tranquilo" e "ciente das acusações" que pesam sobre ele. O advogado visitou o ex-parlamentar na prisão e ressaltou que Neno está "firme no sentido de tentar demonstrar sua tese defensiva", aguardando o momento adequado para apresentar suas alegações no processo.

A defesa de Neno, que é acusado de liderar o jogo do bicho em Mato Grosso do Sul, está em busca de um habeas corpus que deveria ser julgado na quinta-feira (6), mas que foi adiado a pedido da própria defesa. Para conseguir a liberdade de Neno, foram apresentadas quatro teses principais: a incompetência do juízo que decretou a prisão, a ausência de pressupostos para a prisão preventiva, a confusão entre a modificação da situação de fato e fato novo que justificaria a prisão, e a inexistência de elementos que autorizassem a medida cautelar.

Neno Razuk foi preso na Bolívia, onde havia um mandado de prisão em aberto no Brasil e um pedido para que seu nome fosse incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol. Sua detenção ocorreu em Santa Cruz de la Sierra no domingo (2), após um trabalho de monitoramento realizado pela Polícia Federal em colaboração com as autoridades bolivianas. A defesa, por sua vez, afirma que Neno havia combinado sua entrega ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e que estava a caminho do Brasil para se apresentar.

Além de Neno, seus irmãos Rafael e Jorge Razuk também estão presos, enquanto o pai, Roberto Razuk, cumpre prisão domiciliar devido à sua saúde delicada. O grupo familiar é acusado pelo Gaeco de liderar uma organização criminosa que explorava o jogo do bicho em Mato Grosso do Sul, com cada membro exercendo um papel de liderança. O pai, Roberto, era responsável por decisões estratégicas, enquanto Neno era considerado o líder operacional e Jorge atuava como gerente da organização.

Em dezembro de 2023, o Gaeco identificou que o grupo tentou assumir o controle do jogo do bicho em Campo Grande após a desarticulação da família Name na Operação Omertà, ocorrida em dezembro de 2019.

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