Naviraí – Vereadora diz que recebeu “mentira oficial” sobre contratações

Giovana Silvério afirma que gerente negou irregularidades por ofício, mas reconheceu problema em reunião no MPMS A vereadora Giovana Silvério afirmou, em vídeo divulgado nas [...]

Giovana Silvério afirma que gerente negou irregularidades por ofício, mas reconheceu problema em reunião no MPMS

A vereadora Giovana Silvério afirmou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que recebeu informações contraditórias da Gerência Municipal de Educação de Naviraí sobre contratações de professores. Segundo ela, um ofício encaminhado pelo órgão no dia 23 de março de 2026 assegurava a regularidade das convocações, enquanto uma reunião posterior no Ministério Público indicou o reconhecimento de possíveis irregularidades.

De acordo com o documento enviado à parlamentar, a Gerência de Educação informou que as contratações seguiam critérios legais e que não havia desrespeito à ordem classificatória do processo seletivo. O ofício também justificava que eventuais divergências poderiam ocorrer por situações previstas em edital, como desistência ou impedimentos de candidatos, reafirmando a regularidade dos procedimentos .

No entanto, ata de reunião realizada no dia 7 de abril de 2026, na 2ª Promotoria de Justiça de Naviraí, aponta outro entendimento. Conforme o registro, representantes do município reconheceram a ilegalidade na forma de convocação de professores e se comprometeram a adotar medidas para solucionar a situação . O documento menciona que não há previsão legal para investidura no serviço público fora das regras do processo seletivo, especialmente em relação à ordem de classificação.

No vídeo, a vereadora afirma que a diferença de posicionamento motivou questionamentos. “Para mim, vereadora, uma resposta; para a promotoria, outra”, declarou. Ela também disse que, após a reunião, houve exoneração de alguns professores que teriam sido contratados por meio de convites, modalidade que, segundo ela, não está prevista nas formas legais de ingresso no serviço público.

Giovana Silvério ressaltou que sua atuação busca esclarecer os fatos e garantir o cumprimento da legislação. A parlamentar também rebateu críticas de que sua atuação teria causado prejuízos a profissionais desligados, atribuindo as rescisões à gestão administrativa. “Se tivessem feito corretamente, vocês não estariam passando por essa situação”, afirmou.

O caso ocorre em Naviraí, no Conesul de Mato Grosso do Sul, e envolve contratações ligadas à área da educação, incluindo projetos específicos para atendimento na pré-escola. Até o momento, não há informação oficial sobre a conclusão das apurações ou eventuais medidas adotadas após o prazo estipulado pelo Ministério Público.

Documentos oficiais:

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