Naviraí – Vereador Márcio Araguaia critica licitação de 4 milhões para estrutura de eventos

Vereador questionou prioridade de processo para estruturas como palco e banheiro químico e cobrou mais empenho na saúde pública. O vereador Márcio Araguaia criticou, durante [...]

Vereador questionou prioridade de processo para estruturas como palco e banheiro químico e cobrou mais empenho na saúde pública.

O vereador Márcio Araguaia criticou, durante fala na Câmara Municipal de Naviraí, a abertura de uma licitação estimada em quase R$ 4 milhões para contratação de estruturas de eventos, como palco e banheiros químicos. Segundo ele, embora o processo possa estar dentro da legalidade, a prioridade dada ao tema é “imoral” diante das demandas enfrentadas pela população na área da saúde.

Na tribuna, o parlamentar afirmou que o município deveria concentrar esforços em serviços considerados urgentes, como cirurgias eletivas, estrutura hospitalar, consultas especializadas e atendimento a pacientes que aguardam procedimentos. Ele citou, entre os exemplos, a necessidade de mesa cirúrgica, leitos hospitalares e atendimentos em áreas como oftalmologia, cirurgia vascular e procedimentos infantis.

Araguaia também mencionou casos de moradores que, segundo ele, procuram ajuda por não conseguirem atendimento adequado, incluindo pacientes com tumores, mulheres com problemas ginecológicos e crianças que necessitam de cirurgias. O vereador comparou a agilidade dada à licitação de estruturas para eventos com a demora, conforme sua avaliação, na organização de processos voltados à saúde.

O parlamentar destacou que não questiona, naquele momento, a legalidade do certame, mas sim a escolha administrativa de priorizar esse tipo de contratação. “É legal, mas é imoral”, afirmou, ao defender que a gestão municipal deveria demonstrar o mesmo empenho para deixar prontos processos de cirurgias, exames e tratamentos.

Na avaliação de Márcio Araguaia, a população criou expectativa de mudanças ao eleger seus representantes e espera respostas mais efetivas em áreas essenciais. Ele também relacionou a discussão ao debate sobre economia nos gastos públicos e cobrou atenção para servidores e serviços básicos, como saúde, educação e transporte.

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