O líder oposicionista russo Alexey Navalny faleceu devido ao envenenamento com uma toxina letal chamada epibatidina, que é encontrada em sapos venenosos da América do Sul. Essa conclusão foi alcançada por um comunicado conjunto de Reino Unido, Suécia, França, Alemanha e Holanda, baseado em amostras coletadas do opositor. Apesar das alegações da Rússia de que Navalny morreu de causas naturais na prisão em fevereiro de 2024, a toxicidade da epibatidina e os sintomas observados indicam que o envenenamento foi a causa de sua morte.
A epibatidina é considerada 200 vezes mais potente que a morfina, o que levanta sérias questões sobre as circunstâncias de sua morte. O comunicado enfatiza que Navalny perdeu a vida aos 47 anos em uma prisão na Sibéria, o que sugere que a Rússia teria os meios e a oportunidade para administrar essa substância tóxica. Além disso, o desrespeito da Rússia pelas normas internacionais e pela Convenção sobre Armas Químicas é destacado pelos países signatários.
Em 2020, esses mesmos países condenaram o uso de novichok pela Rússia no envenenamento de Navalny, o que confirma um padrão de comportamento do Estado russo em relação a ataques com armas químicas. As novas descobertas reforçam a necessidade de responsabilizar a Rússia por suas violações contínuas das convenções internacionais pertinentes. O comunicado também menciona que o Reino Unido e seus aliados continuarão a exigir responsabilidade da Rússia por meio de todos os instrumentos políticos disponíveis.
A viúva de Navalny, Yulia Navalnaya, conduziu uma coletiva de imprensa durante a Conferência de Segurança em Munique para anunciar essas informações. A ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, afirmou que desde a morte de Navalny, o Reino Unido tem investigado a verdade sobre o caso e que somente o governo russo tinha os recursos necessários para perpetrar o envenenamento contra Navalny durante sua detenção.