Após o tiro que atingiu a subtenente Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, o namorado Gilberto Jarson, de 50 anos, contatou seu advogado. O incidente ocorreu na casa da vítima, localizada no Estrela Dalva, em Campo Grande, no início da tarde de segunda-feira (6).
Um policial vizinho foi o primeiro a chegar ao local, acionado por uma vizinha que ouviu o disparo. Ao entrar, encontrou Gilberto com as mãos ensanguentadas e, apesar de questioná-lo sobre Marlene, não obteve resposta. O policial teve que pular o muro após o suspeito demorar a abrir o portão trancado.
Gilberto estava ao telefone com a arma em mãos quando o policial ordenou que a soltasse. O suspeito atendeu, colocando o revólver em cima de um baú. Apesar dos esforços para socorrê-la, Marlene não resistiu aos ferimentos. Vizinhos relataram que o casal frequentemente se envolvia em brigas, e uma testemunha afirmou já ter ouvido Marlene pedindo socorro em outra ocasião.
Gilberto apresentou diversas versões dos acontecimentos durante a abordagem policial. Inicialmente, afirmou ter buscado Marlene em seu trabalho e que não houve discussão antes do disparo. Depois, alegou que tentava tirar a arma dela quando o tiro acidentalmente ocorreu. Diante das contradições e lesões incompatíveis com sua versão, ele foi preso em flagrante por feminicídio.