Rafaela enfrentou a síndrome hemolítica urêmica atípica (SHUa) e hoje luta para alertar outras famílias sobre a importância do diagnóstico precoce.
Rafaela perdeu duas filhas para a SHUa, mas conseguiu salvar a terceira com diagnóstico precoce. Agora, ela alerta outras famílias.
Quando Rafaela de Almeida Dourado Oliveira, de 33 anos, segurou a primeira filha nos braços, não imaginava que viveria uma das experiências mais dolorosas de sua vida. Em 2013, Mel nasceu saudável, mas aos seis meses apresentou sinais de que algo não estava bem.
Em menos de três dias, Rafaela viu a bebê partir sem que os médicos conseguissem explicar o que havia acontecido.
Um ano depois, Rafaela engravidou novamente. A segunda filha, Gabriela, nasceu saudável e se desenvolvia bem até completar um ano e dois meses.
De repente, os sintomas voltaram a assombrar a família. Em São Paulo, uma médica identificou os sinais da síndrome hemolítica urêmica atípica (SHUa), uma doença rara e grave.
Após a morte de Gabriela, Rafaela se separou e anos depois, em 2021, engravidou novamente. Giovana nasceu saudável, mas no Natal de 2022, os sintomas reapareceram.
Rafaela, já conhecedora da doença, buscou ajuda especializada rapidamente.
O diagnóstico rápido e o tratamento imediato foram cruciais para salvar Giovana. Hoje, a menina leva uma vida normal com o uso contínuo de medicação. Rafaela agora se dedica a alertar outras famílias sobre a importância do diagnóstico precoce da SHUa.
Alerta para outras famílias
Rafaela enfatiza que o reconhecimento rápido dos sintomas é fundamental. A médica Maria Helena reforça que os primeiros sinais podem ser confundidos com doenças comuns, mas palidez repentina, urina escura e cansaço extremo precisam ser investigados.
A experiência de Rafaela serve de alerta e esperança para outras famílias que enfrentam a SHUa.