Moragana Avalo, de 25 anos, foi absolvida pelo Conselho de Sentença durante um julgamento realizado na quarta-feira, 3. Ela enfrentava a acusação de ter agredido Marcos Willian Teixeira Timóteo, enquanto cumpria medida socioeducativa na Unidade Educacional de Internação (Unei) Dom Bosco, em 2019.
Durante seu depoimento, Moragana relatou que Marcos enfrentava hostilidade de outros internos, uma vez que cumpria uma medida socioeducativa em função de ter estuprado um bebê de apenas um ano. A ré afirmou que era a única pessoa a se comunicar com Marcos, mas alegou que, antes da agressão, ele tentou violentá-la. Em meio à situação, ela o empurrou, o que levou a um ataque coletivo por parte de outros internos.
O juiz Aluizio Pereira dos Santos foi responsável pela decisão de absolvição, que foi tomada pela maioria dos membros do Conselho de Sentença. Além disso, o magistrado determinou a expedição do alvará de soltura da acusada.
Marcos Willian Teixeira Timóteo, o homem agredido por Moragana, morreu em um confronto com policiais do Grupo de Operações e Investigações (GOI) no dia 28 de agosto de 2025. Ele estava envolvido em um crime brutal que resultou no sequestro, estupro e morte de Emanuelly Victória de Souza, uma criança de seis anos. O corpo de Emanuelly foi encontrado em uma banheira, sob uma cama, na residência de Marcos, que era próximo à família e realizava serviços de diária para o padrasto da menina.
Após ser localizado na região do Inferninho, Marcos trocou tiros com a polícia. Mesmo sendo socorrido e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Almeida, não sobreviveu aos ferimentos. O indivíduo era considerado de alta periculosidade, possuindo antecedentes criminais que incluíam outros dois estupros de vulneráveis, cujas vítimas eram um bebê de um ano e uma adolescente de 14 anos.