Cleonice Miranda teme por sua vida após anos de violência e perseguição; ela acusa o ex-companheiro de manipulação, agressões e ameaças.
Cleonice Miranda, de 50 anos, denuncia ciclo de violência e teme por sua vida, acusando o ex-companheiro, um subtenente da PM.
O que começou como amor se transformou em terror para Cleonice Miranda, de 50 anos, que vive um ciclo de violência com o ex-companheiro em Campo Grande. A medida protetiva, segundo ela, não tem sido suficiente.
Cleonice se casou em 2015 com um subtenente da Polícia Militar, de 43 anos. Nos primeiros meses, tudo parecia bem, mas o comportamento do marido mudou.
Ela relata ciúmes, humilhações, chantagens e, posteriormente, agressões físicas e ameaças contra seus filhos.
Em 2019, Cleonice desenvolveu problemas de saúde e passou a usar medicação controlada. Ela afirma que o marido manipulava as doses e a agredia durante o ato sexual. Em 2023, ela denunciou o subtenente à Deam, mas não se sente segura, alegando que a própria Polícia Militar o protege.
Roubo e fechamento da padaria
Recentemente, em Ponta Porã, o carro de Cleonice foi invadido e seu notebook furtado, contendo senhas bancárias e arquivos de trabalho. Ela suspeita que o ex-marido tenha encomendado o crime.
Além disso, sua padaria em Campo Grande foi lacrada pela Decon por supostas irregularidades, o que ela também atribui ao ex-companheiro.
Cleonice afirma que o objetivo do ex-marido é destruir sua vida, deixando-a sem trabalho, dignidade e voz. Ela relata que ele era violento até com seus netos.
Outras pessoas próximas ao homem também relataram episódios de perseguição e intimidação.
Atualmente, Cleonice vive sendo perseguida e vigiada pelo ex, e tenta sobreviver sem a proteção do Estado. Ela diz não confiar mais na Polícia Militar e teme por sua vida, clamando por justiça e proteção.
A mulher diz que teme ser morta. “Estou à mercê da morte.
Tenho certeza que vou morrer. Minha família vive trancada dentro de casa, escondida como se fôssemos bandidos.
Ninguém pode sair. Estou pedindo socorro para continuar viva.
Sei que vou virar estatística”.