Nas décadas de 1950 a 1980, o debate predominante girava em torno da dicotomia entre a "democracia" e o "socialismo", questionando qual modelo seria mais benéfico para as sociedades. O doutorado em Ciências Políticas na Universidade de Chicago, concluído em 1982, incluiu o estudo de teorias de autores como Adam Smith, Marx e Gramsci, que moldaram o entendimento sobre a funcionalidade das sociedades e a luta de classes.
O colapso do Muro de Berlim em 1989 e a dissolução da União Soviética em 1991 simbolizaram o fim de uma era de ideais coletivos. A democracia americana, que se consolidou ao longo de 250 anos, agora enfrenta questionamentos sobre sua representatividade e eficácia. A frase “We the People of The United States” parece ressoar de forma diferente, levantando dúvidas sobre a solidez desse arranjo institucional.
Na economia, dois paradigmas principais emergem: o do "mercado" e o do "desenvolvimento". O primeiro, relacionado à ideia de zerar déficits públicos, reflete mais as particularidades culturais do que regras universais. Teóricos como Adam Smith observaram comportamentos emergentes em vez de induzirem o desenvolvimento.
As teorias do "desenvolvimento" também são complexas. O crescimento do PIB é um objetivo dentro das limitações dos recursos naturais. A ecologia, embora ainda em estágio embrionário como ciência, pode ser uma chave para entender a relação entre crescimento econômico e sustentabilidade, como foi o Iluminismo para as ciências sociais e econômicas dos séculos XIX e XX.
