MS investiga 36 casos suspeitos de sarampo em 2025

Mato Grosso do Sul investiga 36 casos suspeitos de sarampo em 2025, mesmo sem confirmações. A SES reforça a vacinação, especialmente nas fronteiras. [...]

Estado mantém vigilância ativa e reforça a importância da vacinação, especialmente nas áreas de fronteira, devido ao aumento de casos em países vizinhos.

Mato Grosso do Sul investiga 36 casos suspeitos de sarampo em 2025, mesmo sem confirmações. A SES reforça a vacinação, especialmente nas fronteiras.

Em Mato Grosso do Sul, 36 casos suspeitos de sarampo estão sob investigação, conforme a Nota Técnica nº 6/2025 da SES (Secretaria de Estado de Saúde), divulgada nesta quinta-feira (2). Até o momento, 84 notificações foram registradas, sendo 48 descartadas e nenhuma confirmada.

A Saúde intensificou o monitoramento e a imunização no estado devido ao risco de surto importado da Bolívia. Segundo a SES, a vigilância ativa e o bloqueio vacinal seletivo são cruciais, principalmente nas áreas de fronteira, devido ao aumento de casos em países vizinhos, como Bolívia e Paraguai.

O Brasil já soma 27 casos confirmados neste ano. Em Mato Grosso, o CIEVS-MT (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Mato Grosso) emitiu um comunicado de risco sobre dois casos suspeitos de sarampo com possível origem na Bolívia. Os pacientes, uma gestante de 27 anos e seu filho de 4 anos, residem em Primavera do Leste (MT) e tiveram contato com doentes em Santa Cruz de la Sierra, epicentro de surto ativo do vírus.

Ainda de acordo com a SES, o Estado mantém medidas iniciadas em 2024, como a campanha “MS Vacina Mais: Sarampo”, que incluiu Dia D de mobilização e aplicação da dose zero para bebês de 6 a 11 meses. Seminários de capacitação em municípios de fronteira, como Dourados e Ponta Porã, ajudaram a treinar profissionais para diagnóstico precoce e resposta rápida. A gestante de 27 anos sofreu aborto espontâneo em 22 de setembro, o que agravou o quadro. No retorno ao Brasil, a família percorreu de ônibus várias cidades, incluindo Corumbá e Campo Grande, ampliando o risco de transmissão.

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