MPSC avalia exumar cão comunitário em Florianópolis por falta de provas da agressão

Ministério Público de Santa Catarina estuda solicitar exumação do cão Orelha para esclarecer morte após agressões sem registro em imagens [...]
Foto: Imagem da noticia Cão Orelha: MPSC pode pedir exumação do animal por falta

A investigação sobre a morte do cachorro Orelha, animal de companhia coletivo em Florianópolis, avança sem evidências diretas das agressões sofridas. O Ministério Público considerou a possibilidade de pedir exumação do corpo para realizar novos exames técnicos que possam identificar a causa exata da morte e sinais de maus-tratos que não foram captados anteriormente.

Orelha viveu por mais de uma década em uma região próxima à Praia Brava, onde era cuidado pela comunidade local. Moradores compartilhavam tarefas como alimentação, limpeza de abrigos improvisados e atenção ao seu dia a dia, transformando o animal em parte da rotina do bairro.

Após desaparecer por dois dias, o cão reapareceu gravemente ferido em janeiro e foi sacrificado devido à gravidade das lesões. Exames descartaram atropelamento e confirmaram que os ferimentos foram resultantes de agressões, embora não tenham sido registradas diretamente em gravações recolhidas durante as investigações.

O inquérito policial já aponta um adolescente como suspeito principal, além de três adultos da família dele indiciados por coação contra um porteiro que teria presenciado o crime. A medida de exumação busca preencher lacunas, como a ausência de imagens do momento da violência, para aprofundar a apuração e garantir responsabilização, caso os maus-tratos sejam comprovados.

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