MPMS investiga corrupção em prefeituras de MS: Bonito é um dos alvos

O Ministério Público de MS (MPMS) deflagrou nova fase de combate a crimes de colarinho branco em prefeituras e câmaras, mirando Bonito e outras 9 [...]

Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) apura crimes como fraude em licitações e desvio de recursos públicos.

O Ministério Público de MS (MPMS) deflagrou nova fase de combate a crimes de colarinho branco em prefeituras e câmaras, mirando Bonito e outras 9 cidades.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) lançou uma nova etapa no combate a crimes de corrupção em prefeituras e câmaras municipais do estado. Desta vez, o alvo do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) foi Bonito, onde a prefeitura é investigada por suspeitas de organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros delitos.

Os contratos investigados em Bonito somam R$ 4,39 milhões. Segundo o MPMS, o grupo envolvido corrompia agentes públicos e desviava recursos do erário por meio de conluios empresariais. O secretário de Finanças de Bonito, Edilberto Cruz Gonçalves, o arquiteto Carlos Henrique Sanches Corrêa e Luciene Cíntia Pazette, responsável pelo setor de licitações e contratos, foram presos.

A operação, batizada de Águas Turvas, cumpriu quatro mandados de prisão e 15 de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Bonito, Terenos e Curitiba (PR). Apesar do envolvimento de servidores do primeiro escalão, o prefeito de Bonito, Jusmail Rodrigues, não foi alvo da operação.

Desde o início do ano, o Gecoc já deflagrou ações de combate à corrupção em dez cidades do estado e em uma Câmara Municipal. Em Miranda, por exemplo, o grupo do MPMS apura os mesmos crimes: organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Em Terenos, o prefeito foi afastado do cargo e preso preventivamente por suspeita de liderar um esquema de desvio de dinheiro público e pagamento de propina por meio de contratos que somavam R$ 15 milhões. Além dessas duas prefeituras, os municípios de Água Clara, Rochedo, Três Lagoas, Coxim, Sidrolândia e Nioaque também tiveram contratos da administração pública investigados.

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