Inquérito investiga possíveis irregularidades na obra, com previsão de conclusão para julho de 2025, três anos após o prazo original.
O MPMS investiga possíveis irregularidades na revitalização da antiga rodoviária de Campo Grande, com atrasos e aditivos contratuais sob análise.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou uma investigação para apurar possíveis irregularidades na revitalização da antiga rodoviária de Campo Grande. A obra, iniciada em junho de 2022, está sob análise devido a atrasos e aditivos contratuais.
A 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital, liderada pelo promotor Humberto Lapa Ferri, está à frente do inquérito civil. A manifestação que deu origem à investigação aponta preocupações com a segurança pública e o impacto social da obra, situada em área central com alta vulnerabilidade social.
A denúncia destaca a baixa presença de operários no canteiro, levantando dúvidas sobre o cumprimento do cronograma. A revitalização é aguardada por comerciantes e moradores do bairro Amambaí, que esperam melhorias na segurança e valorização da área. O contrato inicial previa 360 dias para a conclusão, com um valor de R$ 16,5 milhões, mas já foi aditivado para R$ 18,5 milhões e o prazo estendido diversas vezes. Atualmente, a previsão de conclusão é para julho de 2025, três anos após o prazo original.
Um relatório técnico da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) indica que a execução financeira do contrato está em 47,05%, sem correspondência com o avanço físico da obra. A ausência do sistema de ar-condicionado VRF no projeto original é apontada como um dos principais entraves. Uma nova licitação para a instalação desse sistema está em andamento, o que impede a finalização da obra no prazo previsto.
Diante disso, o MPMS determinou que o município encaminhe cópias do processo licitatório e do contrato, além de esclarecimentos sobre os atrasos e o andamento da nova licitação. A Promotoria publicará um edital no Diário Oficial para que moradores, comerciantes e entidades civis apresentem informações adicionais sobre o caso. A investigação busca apurar falhas administrativas, má gestão de recursos públicos e irregularidades contratuais que possam ter contribuído para os atrasos na obra.