O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 11 investigados na Operação Fornax por envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A denúncia foi oferecida em 25 de setembro deste ano e atribui a cada acusado funções específicas dentro de uma estrutura voltada à negociação, aquisição, armazenamento, preparação, transporte e distribuição de drogas. Segundo a acusação, o grupo atuava na fronteira de Mato Grosso do Sul e em outros estados.
A Justiça recebeu a denúncia e manteve a prisão preventiva de sete acusados, converteu a prisão de uma investigada em domiciliar com monitoramento eletrônico e revogou as prisões de outros três. O recebimento levou em conta autos de prisão em flagrante, apreensões, laudos periciais, relatórios policiais, interceptações telefônicas e telemáticas, análises de aparelhos eletrônicos, informações de polícia judiciária, documentos sobre movimentações financeiras e registros de vigilância.
Com a decisão, os 11 acusados passam a responder formalmente. Eles serão citados e terão prazo de 10 dias para se manifestar antes do agendamento da audiência de instrução e julgamento.
As investigações da Operação Fornax começaram em 2023, após a apreensão de quase duas toneladas de maconha. A operação foi deflagrada em maio deste ano, três meses depois de a polícia apreender aproximadamente três toneladas da droga no bairro Kamel Saad, em Ponta Porã, região sul do Estado que faz fronteira seca com o Paraguai. Durante as apurações, cerca de sete apreensões foram realizadas, somando 16 toneladas de drogas.
Em maio, o Jornal Midiamax revelou que o grupo usava padarias, academias, açougues e oficinas mecânicas para ocultar a movimentação de dinheiro do crime. Um dos alvos da Polícia Federal (PF) em Ponta Porã quebrou dois celulares antes da entrada dos policiais em uma casa na Avenida Marechal Floriano Peixoto, a 295 km de Campo Grande.